Quem tem medo de Bety Damballah?

(FOTO: Bety e grupo Damballah)
Elizabeth Marques, mais conhecida como Bety Damballah, é jóia rara no meio da dança. Sempre se recusando a ficar “em cima do muro”, suas declarações já incomodaram muita gente e continuam incomodando. “O mundo quer ser enganado” dizia o filósofo Adorno. Pode ser, mas Damballah continua nadando contra a corrente e se posicionando politicamente sobre as inúmeras controvérsias do meio. Uma mulher que pensa o corpo com o corpo e a alma. Pedra na “sapatilha de muita gente”, quem tem medo de Bety Damballah? Seu grupo cresce dia após dia e este ano surpreendeu por ter feito duas apresentações exclusivas em teatros no sul do país, mostrando que é possível sim fazer um show inteiro somente com dança tribal, pois público já existe, assim como companhias de qualidade, vide o grupo Damballah. Bety iniciou seus estudos com jazz, mas foi a partir da dança oriental que desenvolveu seu estilo próprio, dentro da corrente conhecida como dança urbana tribal, uma mistura das danças de diversos grupos étnicos. Conheça mais sobre esta mulher-fortaleza. Ou você tem medo?
“A mulher precisa recuperar sua feminilidade, ficando com mulheres, falando coisas de mulheres, coisas sérias e também besteiras, como faziam as mulheres das antigas tribos. Eu queria ter tido esse tipo de contato com a minha avó, minha mãe, mas estamos perdendo isso em nossa sociedade e precisamos fazer alguma coisa para que não acabe de vez”.
O QUE É DANÇA TRIBAL?
Ser tribalista é se dar ao direito de ser mulher, e ter essa possibilidade , comungando com outras mulheres sua integridade feminina através da dança. E que essa dança seja tão autêntica, viva e criativa que não crie uma produção em massa de clones... Para mim o tribal é isso, é isso que vejo na dança tribal, e quando estamos no palco no divertimos, dançamos para nós, e mesmo assim o público gosta muito!
“Avisei que o grupo Damballah não era lugar para promover ‘peitinho’ e ‘bundinha’. Essas meninas aproveitavam nossas apresentações para se ‘promover’ entre homens que estavam na platéia e após minha direta, elas saíram do grupo”.

BETY DAMBALLAH SEGUNDO BETY DAMBALLAH. O QUE INCOMODA TANTO?
ARABESC, NÃO ESCOLHI A DANÇA COMO PROFISSÃO... Comecei na dança do ventre com 30 anos, comecei a dar aulas há 3 anos ... Já fui chamada de patética, chefe de gangue de subversivas do multiply. Eu apenas gosto da dança do ventre, tenho uma postura reta em relação à dança e não mudo isso. O povo fica incomodado. E eu já era assim quando trabalhava em telecomunicação (antiga profissão da Bety), e da mesma forma, sou assim agora, sempre fui assim. Se não gosto, não gosto e acabou. Não dependo delas, nem de ninguém na dança, uma vez que isso nem dá dinheiro. Danço pra mim e minhas alunas dançam pra elas, de vez em quando agradamos quem está nos assistindo.
Foto: Bety e sua filha Mariáh - Faça Chuva ou Faça Sol, Damballah não perde o pique.

HISTÓRIA DO GRUPO DAMBALLAH
Em 2005 criamos o Damballah, eu e minha filha Mariáh ... Em 2006, conseguimos convencer duas amigas a entrarem no grupo, Rossana, advogada, professora de dança do ventre e dança de salão, e Priscilla, também professora de dança do ventre. Assim, começamos a fazer algumas apresentações, pois alguns festivais de dança do ventre solicitavam a nossa presença por sermos "diferentes". Mas muitas mulheres que viam nossas performances começaram a ficar interessadas e procurar aulas. Em janeiro de 2008 comecei a lecionar dança tribal. Hoje leciono em três locais, de segunda a sábado. Hoje as melhores alunas fazem parte do grupo, independente da idade, cor ou manequim.
“Sempre que piso no palco, me sinto um pouco a Susan (aquela do programa britânico de calouros) ... Fica todo mundo pensando (eu acho), ‘o que essa gorda acha que vai fazer?’. Alguns segundos depois já estão envolvidos com a dança, devem esquecer a forma do meu corpo e ver só a poesia”.
RESGATANDO A UNIÃO ENTRE AS MULHERES
Minhas aulas não podem ser assistidas por homens e muito menos por curiosos, já que falamos muitas coisas lá ... Trocamos muitas vivências, sofrimentos e alegrias. Bert Helinger e até Reich, que estudo muito, dizem que homens precisam recuperar sua masculinidade, ficando com homens. E eles não fazem isso? Sempre! No futebol, na cerveja de sexta ... O mesmo é dito sobre os casais que não se desgrudam, que acaba desgastando, mesmo que já tenha os filhos, precisam de um tempo. Do mesmo modo, a mulher precisa recuperar sua feminilidade, ficando com mulheres, falando coisas de mulheres, coisas sérias e também besteiras, trocando informações, como faziam as mulheres das antigas tribos. Uma espécie de “momento Clube da Luluzinha” mesmo...
Tive uma aluna de 64 anos. Você não imagina o tipo de conversa que tínhamos enquanto trabalhávamos aquele shimmy ou um movimento de peito. Eu queria ter tido esse tipo de contato com a minha avó, minha mãe, mas estamos perdendo isso em nossa sociedade e precisamos fazer alguma coisa para que isso não acabe de vez. Quem tem olhos de ver que veja, e acorde dessa letargia. Precisamos "voltar" a sermos seres integrais.
RELAÇÃO COM AS ALUNAS
As mulheres que vêm até mim, pensam mais ou menos como eu e talvez por essa razão não tenho muitas alunas mais jovens. Minhas alunas na grande maioria são mulheres acima dos 25, tirando minha filha e mais umas duas ou três. Uma vez tive que falar para todas, mas o recado era só para duas. Avisei que o grupo Damballah não era lugar para promover peitinho e bundinha. Essas meninas aproveitavam nossas apresentações para
se “promover” entre os homens que estavam na platéia (após minha direta, elas saíram do grupo).
Foto: Grupo Damballah - Sem "peitinhos" ou "bundinhas"
“Você não é mercadoria, assim, não precisa estar dentro de padrão nenhum, você tem que ser você, se respeitar e se amar. Conheço e convivo com lindas mulheres por fora, mas trapos por dentro, escravas da mídia ou da bulimia, dependentes de medicamentos. Faça algo por você, alimente seu espírito...”
Foto, uma vitória: Registro Profissional conquistado por Damballah foi noticiado na imprensa local.
PRECONCEITO POR SER GORDA?
Sempre que piso no palco, me sinto um pouco a Susan (aquela do programa britânico de calouros) ... Fica todo mundo pensando (eu acho), “o que essa gorda acha que vai fazer?”. Alguns segundos depois já estão envolvidos com a dança, devem esquecer a forma do meu corpo e ver só a poesia da dança ... deve ser isso ... (risos). Em 2008 fomos convidadas a representar o Brasil no maior evento de dança tribal do mundo em Miami, infelizmente não conseguimos patrocínio. Gorda ou não, o fato é que em 2008 meu grupo subiu no palco 51 vezes, no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Tem muita companhia de dança, que não alcança esse número.

Na imagem, o "Selo" Damballah, sem padrões e com respeito, não está à venda.
SOBRE PADRÕES E SELOS DE QUALIDADE CRIADOS POR ESCOLAS DE DANÇA ORIENTAL DO BRASIL
DESENVOLVA VOCÊ, O SEU PADRÃO DE QUALIDADE. Como se consegue isso? A grande maioria não tem formação acadêmica em dança... Não estou dizendo que isso seja imprescindível, mas precisamos SIM de base para a nossa dança. Por que não investir em algo que realmente vai diferenciar e melhorar a sua dança? Eu faço isso pelo menos duas vezes ao ano. Você é professora? Então precisa fazer duas vezes mais.
Exemplos?
.Negociação e inteligência emocional - quer ficar o resto da vida dançando nos “kibs” da vida? E ainda por cima de graça??
.Dança contemporânea - acha que já sabe de tudo?
.Composição coreográfica - ou você acha que esses desenhos de palco são assim mesmo? Triângulo, bolinha, filas diagonais... Pense de novo.
.Flexibilidade - você sabe mesmo a técnica correta?
.Leitura musical - você ainda está naquela fase que cada instrumento correspondia a uma parte do corpo? Ou não sabe do que eu estou falando?
.Deslocamento espacial e postura.
.Orientação postural.
.Técnica de relaxamento e alongamento.
. Flexibilidade e força - é diferente de alongamento.
.Estude uma segunda ou terceira dança ... ballet , flamenco... Oxigene, alimente sua criatividade .
“Não estou criticando pessoas, e SIM POSTURAS, e se tem uma PSEUDO professora por trás dessa tragédia, que volte a estudar. Professora séria não expõe suas alunas, a não ser que seu nome não valha nada”.
Foto: Bety e as dançarinas do mercado persa - Pose típica do grupo Damaballah, conhecida como medusa.
SOBRE OS PADRÕES ESTÉTICOS IMPOSTOS ÀS DANÇARINAS
Você não é mercadoria, assim, não precisa estar dentro de padrão nenhum, você tem que ser você, se respeitar e se amar. Conheço e convivo com lindas mulheres por fora, mas trapos por dentro, escravas da mídia ou da bulimia, dependentes de medicamentos. Faça algo por você, alimente seu espírito... Do que ele precisa? O meu precisa da dança e eu o alimento todos os dias... E o seu, precisa do quê?
FALTA DE RESPEITO À ARTE E PROFISSIONALIZAÇÃO
O que eu acho que falta na verdade é respeito pelo público e respeito pela arte. Respeito pela bailarina, esse tem que vir da própria bailarina ... Se a bailarina se valoriza, estuda e cobra valor dos outros, não tem como dar errado. Pelo menos pra mim tem dado certo e olha que já tenho 40 anos, não uso manequim 38, nem tenho olhos azuis. Acredito que um bom começo é a profissionalização, e isso nenhuma professora ou escola pode dar nem vender. A profissionalização você consegue dançando muito e depois fazendo uma banca num órgão federal...
SOBRE POSTS JÁ TRADICIONAIS EM BLOGS E COMUNIDADES DE DANÇA ORIENTAL INTITULADOS “OS PEORES”, ONDE OS INTEGRANTES DOS REFERIDOS FÓRUNS SE REUNEM PARA “DESCEREM A LENHA” NOS VÍDEOS MAIS ESCABROSOS DA INTERNET. RECENTEMENE A PRÁTICA PASSOU A SER CRITICADA...
Vejo esses posts como uma "vacina" de semancol, quem tiver olhos de ver, veja, observe e aprenda... O público merece respeito. Existem músicas, figurinos e performances diversificadas para o público leigo e para o público de dança... Que as alunas que aparecem nesses vídeos exijam professoras coerentes e sérias, que mostrem e ensinem bellyqueta (bellydance + etiqueta, bom senso e etc) para suas alunas, que afinal de contas, são pagantes. Chega dessa MATRIX na Dança do Ventre. Enquanto continuar essa cultura de jogar a sujeirinha embaixo do tapete, o Brasil nunca deixará de ser a fábrica de clones que é... Chega de ver um público acuado nesses videos ... É triste isso... A gente pode ver a agonia ou a indiferença... Quem quer dançar para um público assim? E que público vai sair da sua casa para ver uma dança como essas, sem qualidade artística? Não estamos criticando pessoas e SIM POSTURAS, e se tem uma PSEUDO professora por trás dessa tragédia, que volte a estudar. Professora séria não expõe suas alunas, a não ser que seu nome não valha nada.
“Se para muitos vender produtos usando um credo é legal, vender indulgências usando a dança é aceitável, se aproveitar da ignorância, falta de conhecimento dos fiéis é perfeitamente normal ... respeito... mas não posso compartilhar desta posição”.
Bety em família - mãe, avó e neta.
COMO ESTUDAR A DANÇA?
Não estudei a dança pelo meio acadêmico, meu contato com a dança é mais pelos sentimentos que outra coisa. No aprendizado, não vejo como fugir da cópia. No primeiro semestre do ano, estudei com as minhas alunas a Zoe (Zoe Jakes, dançarina americana), assim, levei alguns dos movimentos dela para sala de aula e o reproduzimos como ela o faz... Destrinchamos aquele movimento e de estudá-lo com uma lupa gigante, descobrimos que ali, por exemplo num passo X, tem uma andada lateral hip hop, metade de um 8 maia, antes de terminar essa metade de 8 já iniciamos uma pélvica que termina num micro movimento de pescoço ....
Não coloco e nem colocarei este passo em alguma coreografia minha, mas a cópia dele em sala de aula e a repetição até o pleno entendimento da mecânica do movimento me deu um “clique”, um “estalo” na mente, algo que eu procurava desde o início... Esse “clique” fez borbulhar em minha cabeça uma série de possibilidades que eu nunca tinha imaginado. Não sei como se chama isso, repito, não tenho conhecimento acadêmico, só minha intuição, mas isso que passo para as minhas alunas e faço no dia a dia.
"O que eu acho que falta na verdade é respeito pelo público e respeito pela arte. Respeito pela bailarina, esse tem que vir da própria bailarina ... "
OPINIÃO SOBRE DANÇA DO VENTRE EVANGÉLICA E OUTRAS VARIANTES RELIGIOSAS E A INÉRCIA DAS PESSOAS DO MEIO ARTÍSTICO
Se para muitos vender produtos usando um credo é legal, vender indulgências usando a dança é aceitável, se aproveitar da ignorância (falta de conhecimento) de fiéis é perfeitamente normal ... respeito... mas não posso compartilhar desta posição. Politicamente correto pra mim está virando sinônimo de falsidade. Eu costumo concordar quando as pessoas têm razão. E costumo ponderar, ruminar, pensar e voltar atrás até no que eu mesma tinha afirmado categoricamente. Isto se chama desenvolvimento de idéias. Peço perdão por pensar!
“A Ísis mamou até os três anos e meio. O que eu ouvi de merda das ‘mulherzinhas’. Ignorei a opinião das siliconadas. Eu sei de mim e das minhas filhas”.
POR QUE ALGUMAS ALUNAS NÃO VOLTAM?
Eu já descobri o porquê da maioria das minhas "futuras" alunas não voltarem depois do primeiro mês de aulas.
1. A mulherada só quer palco e acha que isso pode acontecer já no primeiro mês;
2. Elas acham que aprenderão somente nas duas horinhas semanais de aula;
3. Elas acham que lição de casa é coisa para criança;
4. ELAS NÃO ESPERAVAM QUE EU FOSE TÃO CHATAAAA !!! (Risos)
DANÇA E PARTO
A Mariah e a Patrícia nasceram de parto de cócoras sem nenhum tipo de anestesia, foi fantástico. Saí andando com a cria nos braços já grudada na teta! (Risos). Em uma semana estava nova! A Ísis infelizmente teve que ser cesariana, por ter sido uma gravidez de risco, mas mamou até os três anos e meio. O que eu ouvi de merda das "mulherzinhas”. Ignorei a opinião das siliconadas. Eu sei de mim e das minhas filhas.
A Mariah e a Patrícia desde os quinze anos podiam trazer os namorado para posar em casa, no quarto delas, obviamente! Como ouvi por causa disso. Sua filha numa rave, drogada, sendo “comida” por quatro como animais, sem ninguém saber, pode? Ou aparecer grávida ainda adolescente também pode, afinal de contas a culpa é do outro, não é?
“Tenho alunas que fazem aula escondido. Como pode uma coisa dessas? Uma mulher de 27 fazer algo escondido? Da mãe e do marido? Tenho vontade de berrar, falar um monte de coisas para esses maridos, mas cada um sabe de si. O que posso fazer é acolher essas mulheres e dar a elas momentos de descanso para os seus espíritos”.
SOBRE PROFESSORAS QUE NÃO DEIXAM SUAS ALUNAS CRESCEREM
Este ano fiz quatro oficinas interessantíssimas... Filmei escondidinho um pouco delas e levei algumas alunas comigo. Elas (as outras professoras) ficavam o tempo todo de queixo caído... Escutei um comentário assim, de uma pseudo-professora: Por que você leva as tuas alunas? Não respondi a ela e também não vou responder a você. Só digo uma coisa, se vivêssemos nos tempos dos bárbaros, eu resolveria isso rapidinho... e seria lindo de ver. Eu sacaria minha espada e tiraria o escalpo da infame! (risos)
Eu quando fui em Curitiba, também não escapei de fazer a pose característica do grupo Damballah.

MARIDOS QUE DIZEM “NÃO” À DANÇA
Tenho alunas que fazem aula escondido. Como pode uma coisa dessas? Uma mulher de 27 fazer algo escondido? Da mãe e do marido? Uma das minhas alunas que foi no Mercado Persa (Evento de Dança que acontece em São Paulo todos os anos) comigo, só contou ao marido que ia viajar no dia, pois ele já tinha dito para ela que não concordava. Quando ela estava em outro evento comigo, o marido ligava insistente no celular para ela ir para casa, pois ele estava atrasado para o jogo no estádio.
Tenho vontade de berrar, falar um monte de coisas para esses maridos, mas cada um sabe de si . O que posso fazer é acolher essas mulheres e dar a elas momentos de descanso para os seus espíritos, pois no fundo é isso que elas querem: um momento para elas mesmas, para se sentirem belas, querem saber criar algo bonito e desejam que outras pessoas percebam isso.
Às vezes a gente precisa de tão pouco, e até esse pouco nos é tirado. Um banho sozinha, por exemplo. Eu já tive que dar um ataque histérico para conseguir tomar um banho sozinha, certa vez. Isso é uma coisa pequena? Talvez não ...
Algumas pessoas escrevem, outras nadam, outras meditam, algumas vão à igreja... Nós dançamos! Porque isso não tem importância para as outras pessoas, não significa que não devam respeitar. Para mim, dançar é muito importante sim, e ninguém vai me tirar isso, nem marido, nem filhos e muito menos os outros.
O NOME “DAMBALLAH”
Damballah é o nome que demos ao nosso grupo, a dança de chama: Dança Urbana Tribal. Quando procurávamos um nome para o grupo, eu e minha filha, queríamos um nome forte, sonoro e que tivesse um significado que combinasse com a dança tribal, assim achamos DAMBALLAH. Damballah no Haiti é o deus serpente da sabedoria e existem vários símbolos para Damballah, o mais usado no mundo todo é o uroboro, ou aquela serpente que come o próprio rabo. Assim, estilizamos um pouquinho essa serpente na forma da letra D. Dança Urbana tribal é a fusão de diversas danças... Dança Africana, Havaiana, Indiana, e outras... Então se formos analisar friamente, a dança tribal não é uma coisa nova, é uma releitura de coisas antigas e novas que agora mescladas nos parecem algo novo. É vibrante, quando o grupo ou bailarina são autênticos.
Arabesc em Curitiba - Ópera de Arame com Damballah

RECADO FINAL PARA AS PRATICANTES DE DANÇA ORIENTAL
O espírito tribal tem um plano para você e para toda bailarina que aceitar passar para o “Dark Side” do Harém... PRIMEIRO ATO DE FÉ: Se livrar de toda purpurina rosa. LILILILILILILI.
Contatos:
Damballah Ethnical World Tribal Dance
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=5358406
Tribal Brasil
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=46326513
Fernanda Monte Negro Festival
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=34995282
Bailarinas Pobres
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95360601
Namoridos de Tribalescas
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=90784861
Canal Multiply
HTTP://damballah.multiply.com
Canal youtube
http://www.youtube.com/user/betyblue
Twitter
http://twitter.com/damballahtribal
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Email
Damballah.ctba@yahoo.com.br
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Damballah, o tribal profissional do Paraná que você vê. DRT/PR 24466
ATUALIZAÇÕES
18/02/2010
BETY SOBRE AVALIAÇÕES NA DANÇA:
Com certeza é legal vc ter o aval de uma bailarina que admira .. Lulu é Lulu, didática nota mil ...
Todas as minhas coreografias foram avaliadas, por Carlla Sillveira, Shalimar, Kahina e outros profissionais. Acho importante a avaliação trabalho a trabalho ... e sempre teve uma correção a fazer ...
Um dia vai estar perfeito??? Espero que não!!! rs
A INSTABILIDADE FAZ CRESCER ...
16- Abril - 2010: Aula de "dança sensual". Pode?
Na CCS estamos discutindo a dança sensual. Nos chamaram de “românticas” por não aceitarmos essas “modernidades” na dança do ventre. Na verdade nem é romantismo ... é a forma como vemos as coisas ... e sabemos que não mudaremos nada ... o que é muito ruim, (para nós) pois de uma forma ou de outra, sofremos. Não, a palavra não é “sofrer”. Sei lá, a gente se “incomoda” com isso . Sonhamos com um mundo melhor, mas muito do vemos por aí não contribui em nada para o que almejamos como melhora.
Dança sensual, por exemplo. Para que ensinar uma "dança" que promete fazer a mulher ficar sensual e poderosa quando na realidade a gente sabe que isso não é verdade. No máximo o que pode acontecer é ela conseguir seduzir um homem por uma noite. Isso é sensualidade? Para mim é superficialidade. EU QUERO UM HOMEM INTEIRO PRA MIM, E DE PREFERÊNCIA PARA A VIDA TODA .
A meu ver, uma máquina de fazer mulheres fúteis e descartáveis não é uma coisa que quero no meu mundo.
Agora, trabalhar a auto estima da mulher, É OUTRAAAAAAAAAAAAA coisa, e sexo por sexo na verdade DETONA a auto estima de alguém, e usar essa abordagem para resolver problemas de aceitação ou de casais na verdade é um tiro no pé.
Por essa razão que sempre digo que sou ET ... Mas consciente de que se estou aqui, nesse mundinho fétido de respiração, é porque não sou nada a caminho de alguma coisa ...
CCS: Casa de Chá de Sumiço, uma comunidade sobre dança oriental no Orkut.